quinta-feira, 28 de junho de 2012

"Pensamos sempre que a dor só acontece aos outros, mas quando chega a nós é difícil"

Este foi o desabado que hoje ouvi da "Joana" (nome fictício), cujo pai, no alto dos seus oitenta e poucos anos se encontra gravemente doente.

Um cancro que se espalhou rapidamente tem feito com que ande pelos hospitais em consultas, exames, operação, etc, que todos sabem ser esforços infrutíferos dada a gravidade da situação, mas que ele insiste em realizar, pois não desiste de lutar pela vida.

A "Joana" acompanhou-o nestas duas últimas semanas e hoje, regressada ao trabalho, quando lhe perguntei como estava o pai ela respondeu: "Vai andando, já lhe disse que agora tem que viver um dia de cada vez", acrescentado de seguida: "Pensamos sempre que estas coisas só acontecem aos outros, mas quando chega a nós é muito difícil. Estes dias em que acompanhei o meu pai ao hospital vi coisas que me incomodaram muito".

A dor e o sofrimento fazem parte da nossa vida, mas temos sempre muita dificuldade em encará-los assim pelo medo que isso nos pode trazer, o medo da morte, por exemplo, e pelo que isso implica na nossa vida, pois não estamos, nem fomos, preparados para lidar com eles de uma forma natural, como algo que nos pode trazer uma nova visão e sentido da vida.

E quando estes acontecimentos nos surgem sem contarmos, em cada um de nós, em algum familiar próximo como é o caso da "Joana" ou em amigos, sentimo-nos "perdidos" e muitas vezes interrogamo-nos: "Porquê eu, o meu pai ou o meu amigo? Que mal fizemos? Deus está zangado connosco e agora "mandou" esta doença".

Está profundamente enganado quem assim pensa. Deus não quer para o Homem outra coisa senão a sua felicidade. Ele não é vingativo, porque se assim fosse não morreria na cruz. Deus está sempre presente na nossa vida, mas nós andamos muito distraídos com muitos apelos feitos pela sociedade que nem damos por Ele e pela sua presença em nós.

E é precisamente nestes momentos que Ele ainda está mais próximo de nós. Escuta o nosso gemido de dor e afaga-nos com os seus gestos de Amor realizados através dos médicos, enfermeiros, da família (nosso maior suporte) e todos aqueles que caminham connosco.

A dor e o sofrimento não nos são "dados" para sofrermos por sofrer, porque é bom sofrer para "ganharmos" o céu, como se Deus fizesse da nossa dor um "negócio" para nos "ganhar" para Ele. São-nos dados sim para crescermos interiormente,  como uma oportunidade para mudarmos a nossa forma de estar e encarar a vida, de estarmos mais atentos aos que mais sofrem, aos que estão sozinhos e que até ali nunca tínhamos dado "conta" de que também existiam.

Também eu já fui operada a um cancro. Felizmente tudo está a correr bem. E esse momento foi de uma dimensão enorme para mim por tudo o que vivi, experimentei e vi junto das pessoas que naquela altura também percorriam os mesmos caminhos. Foi uma excelente ocasião para avançar sem medo, de acreditar que era possível vencer, de confiar nos que me tratavam e sentir que não estava só, que Deus estava comigo e se manifestava de tantas maneiras através da presença da família, dos amigos, sei lá, tantas coisas.

A Esperança, a confiança, a alegria devem ser sempre nossas companheiras de caminho e, enquanto o vamos percorrendo se olharmos para trás veremos quem está ao nosso lado, quem pegou em nós ao colo e nos aconchega nos seus braços. Ficamos maravilhados, seduzidos!

A todos/as que passam por experiências duras nas suas vidas fica o meu abraço de solidariedade e o desejo de que todos/as saibamos abrir o nosso coração para que tudo siga ao seu ritmo e não ao nosso, pois só assim a natureza pode realizar-se plenamente.

Um abraço de amizade

terça-feira, 26 de junho de 2012

"Mãe, quando saires da cadeia não vais ter a mesma vida"

Foi com esta frase que o filho mais velho da "Isabel" (nome fictício) a interpelou um dia em relação à vida que levava (fruto de uma vida dura, com uma família destruturada, que a levou a ser colocada muito nova numa instituição para meninas abandonadas a fim de ser "educada para a vida") que a "Isabel", na cadeia a cumprir a pena a que foi condenada, fez desta contrariedade uma oportunidade para ter uma vida mais digna e tem procurado estudar, instruir-se para que, quando sair, possa ter uma vida diferente da que teve até agora, e assim responder ao apelo do filho.
A "Isabel" esteve nessa instituição algum tempo e, ainda antes de completar os seus 18 anos, decidiu partir em busca de uma vida melhor, da felicidade a que tem direito mas que a vida ainda não lhe tinha deixado experimentar. Contudo, os caminhos escolhidos e percorridos foram também eles desalinhados, porque a "Isabel" na sua ingenuidade e ilusão próprios da sua jovialidade e desejo de ter a sua vida própria, cheia de "facilidades", como ela própria o refere, viu-se metida por caminhos que não escolheu, mas foram os que a permitiram sobreviver.
Depois de um casamento falhado e de ter um filho ao seu cuidado, casou novamente e teve mais dois filhos. Só que a vida pregou-lhe outra partida e foi vítima de violência doméstica de tal forma grave que, desesperada, outra solução não encontrou senão a de terminar com a vida do marido.
A "Isabel" levou consigo os seus dois filhos pequenos e é tão interessante observar o seu amor por eles. Dentro do que lhe é permitido acompanha-os sempre, busca o melhor para eles, para que aquele lugar não seja para eles um lugar "mau", de onde a mãe não pode sair, mas um lugar onde podem fazer amigos porque vão à escola, conhecem outras pessoas e constroem os seus próprios mundos e sonhos.
 
Conheci-a pessoalmente no sábado, a sua "1ª saída precária", e aquela pessoa "franzina" fez-me reflectir sobre o sentido que damos à nossa liberdade, aos valores que tanto apregoamos aos outros, mas que tantas vezes não são o espelho da nossa vida. E nestes 4 dias de "liberdade" levou consigo os seus filhos, foi ao encontro do filho mais velho e estava feliz.
 
Faltam poucos meses para a "Isabel" sair da cadeia para uma nova vida.E a reflexão que eu faço é esta: o que fazemos nós para nos desprendermos de tantas coisas que nos levam a outros géneros de prisões e que nos impedem de mudar o nosso coração, de ter um outro olhar sobre a vida, sobre as pessoas que se cruzam no nosso caminho?
O que é para mim a liberdade, a justiça, o respeito pelo outro, pela sua dignidade, pela sua vida? O importante é ser capaz de aprender a não julgar, porque ninguém sabe o que vai dentro do outro e, se Deus não julga ninguém, antes acolhe, abraça e faz festa pelo regresso do filho de novo a casa, como posso eu pensar que posso "apontar" o dedo ao outro?
Libertemo-nos de juízos e preconceitos antecipados e renovemos o nosso coração. Dar-nos-emos conta como a nossa vida se transforma e nos sentimos mais úteis e felizes, porque também fizemos os outros felizes.

 

domingo, 24 de junho de 2012

"Vou para França, aqui já não posso estar mais"

A falta de perspectiva de um emprego, de uma vida mais digna e as dificuldades que dia-a-dia muitos dos portugueses sentem para terem uma vida minimamente estável, está a levar muitos ao desespero, à angústia, à falta de Esperança e a abandonar o país por não conseguirem, ou já não serem capazes, de encontrar soluções para poderem viver, senão mesmo sobreviver.

É o que um familiar meu vai fazer já a partir de Agosto. "Vou para França, porque aqui não aguento mais, não tenho hipótese nenhuma. Vai-me custar muito, mas tem que ser."

A trabalhar na construção civil, sector que está completamente inactivo, teve que encerrar a pequena empresa que tinha, despedir os funcionários e buscar outros caminhos.

E de novo "Ei-los que partem, novos e velhos" em busca de um futuro que pretendem que os alivie do peso das dificuldades e lhes permita conseguir algum dinheiro para enviar para a família porque, "aqui já não  aguento mais".

É importante poder estar mais próximo destas pessoas para que não partam "sós", com o sentimento de que não há futuro, não há Esperança. Não sendo fácil, é indispensável que o façamos, ainda que as palavras não sejam muitas ou nenhumas. Os gestos de Amor e a nossa presença no tempo que antecede, primeiro a partida, e depois, quando partem, creio que são essenciais para que se sintam mais serenos, tranquilos e com a certeza de que não estão sós, mas que têm a seu lado aqueles que os amam e querem percorrer com eles este caminho.

A ilusão é grande e a incerteza também. Mas o que deve permanecer é a vontade de fazer das fraquezas forças, e acreditar que os caminhos trilhados no meio das dificuldades podem ser uma oportunidade de mudança de vida que nos leva a encontrar um novo rumo para a nossa existência.

Crer num futuro melhor e ter a Esperança, a coragem e a força interior como companheiras de caminho é essencial e um passo enorme para a vitória.

A todos os que partem fica o meu desejo de que tudo corra bem e a certeza da minha presença.


sábado, 23 de junho de 2012

Parabéns, pai!

O meu pai completaria hoje 85 anos de idade, por isso quero aqui deixar-lhe o meu beijo de parabéns e que a festa lá no céu corra bem.

Sim, porque hoje há festa no céu. Música não falta porque o Bernardo Sasseti também celebraria hoje mais um aniversário, depois, a minha mãe faz-lhe aquele bolo de chocolate que ele tanto gosta. A Estelita, a irmã dele, dá aquelas gargalhadas que põem toda a gente a rir, mesmo que não saiba o que se passa, e o meu pai, que passou pelos supermercados lá do sítio, comprou os caramelos para dar a todos os que também completam mais um ano. Como estamos em tempos de crise não se pode dar a todos, pois não, meu pai?

Aqui da terra nós participamos também da festa e cantamos os "parabenza" com a Orquesta Sinfónica "Os Constantinos", cujas vozes fazem adormecer (ou abanar?) os anjos dos céus!

Parabéns, pai, têmo-lo sempre no coração e hoje lembramo-lo de um modo especial. E para que o conheçam, aqui fica uma foto dele com 5 anos. Era fofinho, não era?

Beijinho grandes


sexta-feira, 22 de junho de 2012

Como ser eu mesma?


"Como ser eu mesmo, como realizar-me? Há quem se preocupe ao ponto de se angustiar. Se o Evangelho sugere ao homem que seja ele mesmo e que faça render os seus próprios dons ao cêntuplo, não é para que se sirva a si mesmo, mas para servir o outro.
Sermos nós mesmos segundo o Evangelho é cavar fundo até descobrir o dom insubstituível que está em cada um. Fazer silêncio, retirar-se para o deserto, nem que fosse apenas uma vez na vida, para conhecer esse dom…”

Livro “Viver para amar – Palavras escolhidas” Irmão Roger.

Reli hoje novamente estas linhas deste livro do Irmão Roger que são para mim fonte de inspiração e me deixaram tão profundamente feliz por virem precisamente ao encontro daquilo que eu busco e, mais do que isso, quero vivenciar, ou seja, para me sentir eu mesma, para me realizar, tenho que seguir o caminho de Jesus, isto é, “cavar” bem o meu interior, fazer silêncio para que possa ter esse encontro tão único, tão indizível com Deus e, ao mesmo tempo, perceber que a vida sem o Evangelho, sem o serviço ao outro não tem sentido, não é pôr a render aquilo que tenho ao cêntuplo.

Dar-me significa estar ao serviço, estar disponível para aqueles que se cruzam no meu caminho e a quem eu tenho que, como o Bom Samaritano, saber acolher, ajudar a curar as feridas, caminhar lado a lado, nunca desistir das pessoas mesmo se a tarefa parece impossível, porque sei que não estou só, Deus está sempre comigo e precisa de mim para ser sua testemunha aqui na Terra.

Para ser eu mesma preciso de ir à fonte, à verdadeira Fonte de Vida, pois "Todo aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede: a água que Eu lhe der virá a ser nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna". (Jo. 4, 14)




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Olhei pela janela e vi...

Vi os pássaros a voar, livres, alegres e felizes porque na sua leveza voam até ao infinito, poisam aqui e ali, cantam belas sinfonias com as suas vozes, que nos deixam absolutamente extasiados com tamanha beleza. E no seu esvoaçar e saltitar não se preocupam com o que hão-de comer, nem onde vão dormir.

Fiquei a pensar nas aves que cruzam os nossos ceús e na sua capacidade de sobrevivência. Como é possível que sejam tão felizes se não têm "garantia" nenhuma sobre como vai ser o seu dia? E a resposta encontrei-a quando hoje não sabia onde e o que havia de comer porque a hora do almoço ia ser muito curta. Sabia que ia comer, mas não sabia nada. E foi quando me surgiu aquela passagem do evangelho onde Jesus fala precisamente sobre isso, diz assim: "Não vos inquieteis com a vossa vida, nem com o que haveis de comer e vestir. Olhai as aves do céu: Não semeiam nem ceifam, não recolhem nos celeiros e o Pai do celeste alimenta-as. Não valeis vós muito mais do que elas?

Despertou no meu coração a tranquilidade e a serenidade. E a alegria, porque redescobri como sou importante aos olhos de Deus e que, por isso, Ele providencia para que tenha o essencial. E perguntei-me: quantas vezes não duvidamos nós desse seu cuidado para connosco? Será que não temos que nos "libertar" de tantas "pressões" quotidianas que nos limitam a liberdade de sermos simples como as aves e acreditarmos que nos basta ter um coração disponível para amar que tudo o resto nos virá cem vezes mais? Creio que sim. E mais, deve começar no nosso coração para termos a capacidade de, com o nosso testemunho, outros se sentirem interpelados.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Espírito Santo, mistério presente em nós...

Espírito Santo, mistério presente em nós, a tua voz faz-se ouvir no fundo das nossas esperanças e das nossas penas. Tu dizes-nos: «Abre-te!» (11) Se alguma vez estivermos como que sem palavras, eis que, para orar, bastará uma só palavra..
11. Marcos 7, 34
Esta pequena meditação da Comunidade de Taizé interpelou-me. "Espírito Santo, mistério presente em nós" e eu pergunto-me: será que temos esta consciência de que o Espírito Santo está mesmo presente em nós e nos sussurra ao ouvido, mansamente, para que com toda a liberdade oiçamos o seu grito de desejo de que Lhe abramos a porta do nosso coração quando nos diz: "Abre-te!" e nos lancemos nos seus braços confiados em que não nos abandonará, que está sempre connosco?
Creio que é urgente tornar Jesus vivo nas nossas vidas. Não fazer dEle nenhum ser superior a nós, mas alguém que caminha a nosso lado, que nos ensina a ver este mundo e esta vida a partir das carências dos mais pobres; a partir da dor dos que sofrem e choram; a partir do trabalho dos que se comprometem para que exista a paz; a partir dos que são humilhados, se vêem perseguidos, insultados e caluniados, porque quando a vida é vista a partir destas situações, é vidente que cada um dá o melhor de si próprio: a sensibilidade diante do sofrimento e o protesto perante os causadores de tanta injustiça.

E assim, na medida em que formos capazes de ouvir o Espírito Santo presente em nós, dá-se a mudança de coração e o Amor surge como culminar deste encontro entre cada um de nós e Deus.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A minha alma tem sede de ti, Paizinho


É Paizinho, tem sido assim nos últimos meses. Fome e sede de Ti. O meu coração arde como uma sarça-ardente. A minha alma inquieta e em busca de Ti. Onde Te encontrar? Busco-te longe, fora de mim, mas afinal Tu estás dentro do meu coração. Tão pertinho que nem Te vejo por Te buscar onde sei que não estás. Descubro que, afinal, és Tu em mim que “ardes”, queres que Te abra a porta para poderes entrar e falar comigo, escutar-me.

Que privilégio o meu ter-Te como companheiro de viagem! Uma viagem que vem ainda antes de ter nascido e que continuará para sempre, porque Tu és carne e sangue da minha vida, ou seja, deste-te por mim, por todos os Homens. Não quiseste que ninguém fosse excluído. Foi com esse abraço que Tu, Paizinho, nos resgataste, nos ensinaste o que é o AMOR.

No caminho que queres percorrer comigo Tu convidas-me ao silêncio e à mudança de coração. No meio do ruído é impossível escutar-Te. Como é enorme a Tua sabedoria, Paizinho!

Atravessar a própria solidão” é o convite em jeito de desafio que Tu me lanças. Tal como o fizeste com os teus discípulos quando lhes disseste: “Lançai as redes ao mar”. Descobrir-me peregrina na terra, para poder ir ao mais profundo de mim mesma, requer “fazermo-nos ao caminho, adentrarmo-nos no desconhecido, sempre com humildade. Face ao insondável que nos habita, não há outra forma. (…) A solidão, ainda que tenha algo de vertiginoso, abre-nos as portas da nossa própria casa; convida-nos a entrar e a viajar até ao mais profundo do nosso coração. Creio que só nos lançaremos a esta viagem, quando a sede se torna insuportável. Resistimos até onde podemos!” (…) Quando nos decidimos a ir por dentro de nós é um sinal de que Deus nos precedeu com a sua graça e que, desde sempre, nos espera na nossa própria casa. Deus nunca se cansa de nos chamar à vida, a uma vida cheia, plena, e, por isso, espera-nos incansavelmente.” [1]

E a cada instante fazes-me perceber a Tua presença, o desassossego que provocas na minha alma para ir cada vez mais ao fundo de mim mesma sem medos nem ambições. Ir simplesmente, com humildade. E perguntas-me:

Acolherás o dia que chega como o «hoje» de Deus? Saberás descobrir despertares poéticos em cada estação, nos dias plenos de luz como nas frias noites de Invernos? Saberás alegrar a tua humilde morada com sinais que preencham o coração?” [2]

“Sem outras intenções, sem arrependimentos, sem nostalgia, acolhe os acontecimentos, mesmo os mais ínfimos, com infinita surpresa. Vai, caminha, um pé à frente do outro, avança da dúvida em direcção à fé e não te preocupes com as impossibilidades. Acende um fogo, utilizando mesmo os espinhos que te fazem mal.” [3]

Paizinho, é com esta certeza da Tua presença em mim, e vontade de fazeres caminho comigo que a minha alma se tranquiliza e serena e aceita com uma profunda liberdade e desejo de mudança a tua resposta à minha pergunta: “Mestre, onde moras?” a que Tu respondes: “Vem e segue-me”.

Já não é possível olhar para trás, olhar o arado e desistir. Agora é o momento de abandonar as dúvidas e resistências, para me tornar dom no meio do desconhecido.

Obrigada, Paizinho, por seres dom de vida feita Amor para mim, para todos os Homens. Obrigada por me acolheres e escolheres, mesmo com as minhas fragilidades Sou como um vaso de barro nas Tuas mãos e sei que me seguras cuidadosamente, com uma ternura e um Amor Infinito.

“Um sim a Deus para a vida inteira é fogo. Seis séculos antes da vinda de Cristo, o profeta Jeremias já tinha compreendido isso mesmo. Desanimado, dizia para consigo: «Não pensarei nele mais! Não falarei mais em seu nome!» Mas veio o dia em que teve o ensejo de escrever: «No meu coração, a sua palavra era um fogo devorador, encerrado nos meus ossos. Esforçava-me por contê-lo, mas não podia.» (6)
6. Jeremias 20, 9 [4]




[1] “Atravessar a própria solidão” – P. Carlos Maria Antunes
[2] “Viver para amar – Palavras escolhidas” – Irmão Roger
[3] “Viver para amar – Palavras escolhidas” – Irmão Roger
[4] Pequena Meditação Quotidiana da Comunidade de Taizé – 10 de Junho de 2012

domingo, 17 de junho de 2012

O meu blog


Criar um blog é expor-se aos outros. É dar-se um pouco de si mesmo e receber dos outros. É um desafio que nos lançamos a nós mesmos para chegarmos aos que se cruzam no nosso caminho e sermos Fonte de Vida uns para com os outros.

Neste espaço procurarei descobrir e partilhar "despertares poéticos de cada estação, nos dias plenos de luz como nas noites de Inverno".

Como nos diz o Irmão Roger: "Vai, caminha, um pé à frente do outro, avança da dúvida em direção à fé e não te preocupes com as impossibilidades. Acende um fogo, utilizando mesmo os espinhos que te fazem mal".

Ancorada neste desejo de "ser" para os outros, parto com a Esperança e a Alegria como companheiras de caminho.

A todos aqueles que se queiram juntar a mim nesta descoberta mútua digo "Sejam bem-vindos" e que partilhem aqui também um pouco de vós. Por certo que iremos descobrir coisas muito bonitas.

Abraço amigo