derrotar montanhas: “Mestre! Quem é o meu próximo?”
Conhecem-na por “...: “Mestre! Quem é o meu próximo?” Conhecem-na por “A pequenina”. Mas, como nem homens nem mulheres se medem aos palmos, esta peque...
Texto simplesmente delicioso. Também eu acredito neste Deus Andarilho e Samaritano que nos sussurra a cada instante que está presente em cada um que se cruza no nosso caminho, e que tantas vezes precisa apenas do aconchego de uma palavra, de um sorriso, de um olhar.
Obrigada por esta partilha, por mais este despertar.
Ir à Fonte remete-nos para momentos de tranquilidade, silêncio, escuta da natureza e olhar as maravilhas com que ela nos brinda. A água é fonte de vida, sacia a nossa sede física e a nossa sede interior. Faz-nos renascer, renova-nos e fala-nos da importância de irmos à verdadeira fonte da comunhão. "Todo aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede: a água que Eu lhe der virá a ser nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna". (Jo. 4, 14-15)
quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Ao meu tio Zeca
Partiste quase sem dizer nada. Discreto e silencioso, como foste em toda a tua vida.
Ficámos mais pobres aqui na terra, mas acreditamos que no céu haverá festa, porque onde tu estás há alegria e festa. A tua viola e as tuas baladas agora ecoam noutro lugar.
Permanecerás nas nossas vidas e nos nossos corações. Nestas breves linhas deixo-te a minha pequena, mas sentida homenagem, a ti que foste o meu querido tio.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
"Excelente"
Fui hoje a mais uma consulta no hospital onde estou a ser seguida a um cancro da mama, e não podia ter melhores notícias do que aquelas que recebi do meu médico assistente: "Excelente. As sua análises estão excelentes e os exames também estão excelentes", disse-me.
Ao fim de quatro anos e meio de uma luta, ouvir o médico dizer que se está "excelente" é algo que nos faz sentir tão felizes e nos dá uma força tremenda para continuar a caminhar, e ninguém pode imaginar como é mesmo tão bom ouvir este "excelente" ao fim deste tempo.
Este caminho não foi em vão, nunca é em vão, quando se luta por uma causa maior, mesmo quando não se vence. E vencer um cancro, grave, é ainda mais consolador e faz-nos olhar com um novo olhar para o valor da vida, para aquilo que é essencial e por que vale mesmo a pena lutar.
E o quanto não aprendemos neste caminho, meu Deus! Desde logo a ter a capacidade de acreditar que é possível ter esperança, que no meio da escuridão é possível descobrir a luz, que no meio da inquietação e da angústia é possível encontrar a serenidade e a alegria para ir até onde as nossas forças físicas nos levarem.
Eu tive sorte, tenho a sorte de que tudo esteja a correr bem, mas outras e outros há que não têm a mesma sorte, mas não são menos do que eu. Se calhar até são mais, porque lutaram até ao limite do que lhes foi possível, com uma dignidade que muitas vezes nos surpreende, vencendo medos, angústias e tantas outras dores que desconhecemos porque vividas a sós, no silêncio da alma. Estas e estes são e serão sempre para mim um exemplo de vida, pelo caminho trilhado, pela luta perdida contra algo mais forte, mas não superior e pelo testemunho que deixaram a todos os que tiveram o privilégio de os acompanhar e que tanto aprenderam. Rendo-lhes aqui a minha sincera homenagem. É o mínimo que posso fazer perante tamanho testemunho.
Daqui a seis meses volto, e, como me disse o médico, como faz os cinco anos "vamos mudar a medicação para que tudo continue excelente".
sábado, 13 de outubro de 2012
Em memória do meu pai
Há quatro anos partiu rumo ao infinito escondido no meio do céu azul. Permanece em nossos corações a sua memória e tudo aquilo que nos legou e que foi tanto: um amor imenso, uma presença discreta mas permanente, um chocolate sempre à espera, um sorriso malandro em tantos momentos doces das nossas vidas.
Obrigada, ó Deus, pelo dom da sua vida.
Um abraço forte e cheio de saudades de todos e cada um de nós.
domingo, 30 de setembro de 2012
Parabéns, Mãe!
Hoje farias 84 anos se estivesses entre nós. Como sempre, como todos os dias, recordamos-te, mas hoje de um modo mais aberto, mais partilhado e intenso. Afinal é o dia do teu aniversário e isso é para nós motivo para fazermos festa e te cantarmos: "Parabéns a você, nesta data querida...", porque acreditamos que, tal como aqui na terra, também onde tu estás (e acreditamos que estás num lugar bonito), também te cantaram os parabéns e fizeram festa! Então, mamã, cá vão os nossos:
Parabéns a você,
nesta data querida,
muitas felicidades,
muitos anos de vida!
sábado, 18 de agosto de 2012
"E vós, quem dizeis que Eu sou?"
“Chegado à região de Cesareia
de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os
homens que é o Filho do homem?» Responderam: «Uns, que é João Baptista, outros,
que é Elias, e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas». «E vós,
quem dizeis que Eu sou?» Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu
és o Cristo, o Filho de Deus vivo». Jesus, disse-lhe em resposta: «És feliz,
Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne nem o sangue quem to revelou,
mas o Meu Pai que está nos céus”.
(Mateus 16, 13-17)
Dou comigo a pensar várias vezes
nesta pergunta que Jesus fez aos apóstolos e nos faz, hoje, a cada um de nós,
quando, no nosso dia-a-dia, nos desperta em tantas ocasiões para a forma
como O tornamos vivo e presente nas nossas vidas.
Torná-lo vivo e presente é para
os cristãos ocasião de nos surpreendermos quando ousamos descobrir nos outros que
“Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo”, porque em cada homem e em cada mulher
está Jesus presente, que nos convida a abraçá-lo com o mesmo abraço que ele nos
dá de cada vez que vamos a ele. De cada vez que o nosso coração se abre ao
amor, à partilha, à fraternidade, sem olhares “curtos” de julgamento ou
preconceito, mas de coração aberto ao respeito pela dignidade da vida humana
que cada um nos merece.
Temos nós esta consciência de
sermos felizes por termos descoberto e percebido nos nossos corações que “És
feliz, Paula (cada um de nós), porque não foram a carne nem o sangue quem to
revelou, mas o Meu Pai que está nos céus”? Claro que sim, sem dúvida nenhuma. Embora
tenha a plena consciência de que não sou perfeita e tenho os meus limites, e que
isso faz parte do processo de crescimento e amadurecimento de cada um. E quando
assim é percebemos que a verdadeira felicidade não está no Ter mas no Ser,
porque não é o termos muitos bens que nos torna felizes, mas sim a capacidade de
partilhar aquilo que de melhor temos em nós – o nosso coração -, de fazermos os
outros felizes e de os amarmos como Jesus nos amou.
Como me diz um amigo numa mensagem:
“
"Ainda bem que
Deus nos "desassossega" e nos põe em busca. Essa é talvez a aventura
mais apaixonante da vida".
domingo, 12 de agosto de 2012
"Vou pedir a metade do caminho"
Esteve em nossa casa um amigo que veio da Costa do Marfim e, a páginas tantas, ele contou-nos que no seu país há um ditado que diz o seguinte: "Vou pedir a metade do caminho para voltar, porque a outra metade é o caminho de regresso."
Achei interessante este ditado e às vezes deixo-me cativar por ele e pelo simbolismo que comporta e que nos deve levar a interiorizá-lo para o vivermos dia-a-dia nas nossas relações quotidianas.
O significado deste ditado é muito simples, mas ao mesmo tempo interpelador: pedir metade do caminho àquele que visitamos significa que nos sentimos bem em sua casa e que queremos voltar, e a outra metade, é o caminho de regresso à sua casa.
Curioso este ditado. E, fazendo o exercício de o "passar " para a nossa vida, será interessante questionarmo-nos sobre quantas vezes somos capazes de pedir aos outros "a metade do caminho" para podermos voltar à sua "casa", isto é, à sua vida, por nos sentirmos bem a caminhar a seu lado.
A partilha de vida é termos a capacidade de nos abrirmos uns aos outros sem medos e sem receios de que nos peçam de novo a "metade do caminho", pois isso significa que as nossas vidas se entrelaçaram, que os olhares se cruzaram e os corações se abriram. Sinal de que nos deixamos adentrar mutuamente e que na diversidade de cada ser se dá a complementaridade de ambos e acontece a verdadeira Vida.
Peço, desde já, a metade do caminho, ou seja, gosto de estar convosco e de partilhar o meu coração, por isso vou voltar.
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