Há 3 anos que partiste, mas continuas sempre presente nos nossos corações.
As saudades permanecem, pois o tempo não as consegue apagar.
Apesar da tua ausência, continuamos a gostar muito de ti.
Ir à Fonte remete-nos para momentos de tranquilidade, silêncio, escuta da natureza e olhar as maravilhas com que ela nos brinda. A água é fonte de vida, sacia a nossa sede física e a nossa sede interior. Faz-nos renascer, renova-nos e fala-nos da importância de irmos à verdadeira fonte da comunhão. "Todo aquele que beber da água que Eu lhe der, jamais terá sede: a água que Eu lhe der virá a ser nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna". (Jo. 4, 14-15)
terça-feira, 16 de julho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Aprender a Paciência
“O Amor é paciente, a caridade é benigna.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1)
O nosso tempo corre depressa. As pessoas
andam de um lado para o outro quase que sem destino, sem saberem para
onde ir. Não há tempo a perder, é preciso atender a mil e uma tarefas
que ainda há para cumprir em mais um dia que mais parece ter mais do que
24 horas. E no meio de toda esta azáfama tantas vezes dizemos e ouvimos
dizer: “Não tenho paciência”; “Não há paciência para isto”.
E eu pergunto-me: que fazemos nós da paciência? Como a cultivamos no nosso coração e nas nossas vidas?
Olho a natureza como ela nos brinda com paisagens tão belas, que eu me pergunto como é que isto foi possível? Será obra da pressa ou da paciência?
Durante um passeio observo um campo enorme de pequenas flores amarelas e vou às raízes da formação daquela beleza: a pequena semente que é deitada à terra e germina ao seu ritmo, e, aos poucos e poucos, vão aparecendo os primeiros sinais de vitalidade, de que “pegou” à terra, que vamos ter flor! Continua no seu ritmo a crescer e começa a surgir o caule com as primeiras folhas. A seiva que corre dentro de si alimenta a planta e ela vai crescendo até que, finalmente, surge a tão desejada flor. É um processo lento, mas tão belo e cheio de vida.
Se olharmos para nós, como é que nos vemos? Que paciência temos connosco? É que muitas vezes queremos tudo muito perfeitinho, tudo a “bater” certo, sem nenhuma falha, assim tipo puzzle onde as peças encaixam umas nas noutras e fica um desenho maravilhoso. Ora, se temos a paciência de estar horas a fio a fazer o puzzle que não passa de uma simples distração, porque não havemos de ter essa mesma capacidade para nós? Ninguém nasceu perfeito por isso, é preciso aceitar e assumir os nossos limites para, de seguida, sermos capazes de valorizar os talentos que temos e, com surpresa, veremos que nos tornamos em pessoas mais felizes e, porque nos amamos, temos uma maior capacidade de Amar o outro.
Transportando isto para as nossas vidas, questiono-me sobre a paciência que temos com os outros, e de que tipo é essa paciência: será uma paciência ao nosso jeito, em que tudo tem que estar dentro dos nossos parâmetros e as pessoas têm que andar ao nosso ritmo; ou pelo contrário, somos nós que temos que andar mais devagar, perceber e respeitar mais, muito mais, o ritmo dos outros?
É que às vezes queremos fazer tanto pelo outro, ajudá-lo a dar passos na sua vida, queremos libertá-lo de tantas angústias, tristezas e privações, que parecemos as ervas daninhas que abafam a flor e não a deixam crescer, não permitindo que o outro emirja, cresça verdadeiramente e assuma a sua vida nas suas próprias mãos.
O respeito pelo outro exige de nós muito cuidado com a forma como lidamos com ele, como permitimos que ele cresça, faça o seu caminho. Não nos basta dizer que Amamos temos primeiro que respeitar.
Deus fez-nos livres e dá-nos a possibilidade de escolhermos entre o bem e o mal e não é por isso que deixa de nos Amar ou que nos abandona, pelo contrário, continua sempre do nosso lado. Tem uma paciência e um Amor infinito por cada um de nós.
“Tu és o meu filho muito amado, em ti ponho todo o meu encanto, todo o meu enlevo” (2). Ora, se Deus diz isto a cada um de nós, que somos seus Filhos Únicos, porque não há outro como nós, também deve ser esta a medida do Amor e da Paciência que devemos ter para com o outro, porque também ele é Filho Único de Deus.
Paula Constantino
(1) 1ª Carta aos Coríntios 13, 4, 7;
(2) Mateus 17, 5
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Sobre qual nos desbruçamos?
Perguntas que ecoam pelos Evangelhos
(e não só...)
Hoje é só parar numa, amassá-la, mastigá-la e guardá-la durante todo o dia...
Onde estás? (Gn 3, 9)
Porque estás zangado e abatido? (Gn 4, 6)
Que fizeste do teu irmão? (Gn 4, 9)
O que procuras? (Jo 1, 38)
Quem és tu? (Jo 1, 19)
Quantos pães tens [para partilhar]? (Mc 6, 38)
Que obras fazes? (Jo 6, 30)
Que devemos fazer para colaborar no projecto de Deus? (Jo 6, 28)
De que te vale ganhar o mundo inteiro, se deres cabo da vida? (Mc 8, 36)
Tens o coração endurecido? (Mc 8,17)
Tens olhos e não vês? (Mc 8, 18)
Tens ouvidos e não ouves? (Mc 8, 18)
Porque estás com medo? (Mc 4, 40)
Ainda não tens fé? (Mc 4, 40)
Então, adormeceste? (Mc 14, 37)
Porque me chamas "Senhor, Senhor" e não fazes o que te digo? (Lc 6, 46)
Que queres de mim, Jesus Nazareno? (Mc 1, 24)
Porque pensas assim no teu coração? (Mc 2, 8)
Quem dizes tu que eu sou? (Mc 8, 29)
Tu acreditas no Filho do Homem? (Jo 9, 35)
Sobre que vinhas a discutir pelo caminho? (Mc 9, 33)
Queres ficar curado? (Jo 5, 6)
De quem te fazes próximo? (Lc 10, 30-36)
(diz-se por aí - à boca pequena - que a pergunta "Como está o teu trânsito intestinal?" também estava nos evangelhos mas que se perdeu nas traduções... é uma pena!)
Daniel Ferreira
(in http://derrotarmontanhas.blogspot.pt/)
segunda-feira, 13 de maio de 2013
LA CINA STA VICINA!
No sábado passado, dia 4 de Maio,
muitos de nós tivemos o privilégio de nos deliciar com uma “viagem” a Itália.
Como podem ver através deste pequeno vídeo, trata-se da iniciativa de um grupo
de Jovens Redentoristas que com trabalho e empenho na organização, nos deram a
conhecer as origens desta FAMÍLIA de irmãos cuja sua missão é proclamar a Boa
Notícia de Jesus de Nazaré.
VER: https://www.facebook.com/video/embed?video_id=411132685650665"
width="640" height="480"
frameborder="0"></iframe
Isto foi
passado no Parque da Lavandeira, um parque lindíssimo aqui em Gaia. Com todas
as condições e espaço verde dividimo-nos em grupos e escolhemos para onde
queríamos ir, se para Scala ou Napoli (Nápoles). Em Napoli poderíamos seguir em
direção ao centro ou ao porto. O centro de Napoli é conhecido pelos bailes,
banquetes, poder, influências, por um lugar de encontro. O porto de Nápoles é
um lugar de negócios e trabalhos forçados, o poiso de escravos, bêbados,
prostitutas e ladrões. Em Scala podíamos ir para Cionari ou Tramonti. Ciorani é
um lugar de cruzamento, comunidade, acolhimento e missão. Tramonti é um lugar
de humor, alegria e simplicidade, de conversão fundamental e de anúncio
explícito.
Em cada lugar era representado
pelos Jovens Redentoristas um acontecimento da época. E isso envolvia-nos a
todos numa atividade de reflexão de acordo com o tema.
Foi muito bom! Cada um
experimentou e acolheu a MENSAGEM como é capaz na simplicidade do seu coração.
Para além do reconhecimento deste caminho que só me enriqueceu e me envaideceu
por me sentir cada vez mais pertença desta grande Família e que não pára de crescer;
para mim o importante foi o tomar maior consciência do significado da LA CINA
STA VICINA! Ou seja, a China está perto. Foi ISTO que me fez e faz refletir.
São tantas as Chinas aqui tão perto de nós que precisamos descobrir e conhecer…
É só estarmos atentos ao vizinho do lado por quem passámos na rua, por quem nos
grita tantas vezes em silêncio por um olhar, um encontro face a face, um sorriso,
uma palavra, um gesto de carinho, um abraço, uns OUVIDOS, uma mão estendida, um
convite à nossa mesa. Tantas Chinas aqui tão perto de nós e nós muitas vezes
tão cegos. Tantas vezes nos tornamos indiferentes às diferenças…
A minha proposta desta vez na reflexão
deste ESCUTAR A VIDA, é abrirmo-nos aos outros, darmos as mãos e tentarmos
vencer as indiferenças.
Emília Pinto
(in blog "Grão de Mostarda")
quinta-feira, 9 de maio de 2013
"Tu és minha!"
Diz o Senhor ao Seu Povo:
"Passei diante de ti, e vi-te: era o tempo dos amores.
Então fiz-te um juramento, fiz uma Aliança contigo!
E disse-te: És minha!" (Ez. 16, 8)
O meu dia hoje despertou-me assim suave e cheio de
Amor!
Que Amor este que passa diante de mim e estabelece
comigo uma Aliança, fixa o seu olhar e mim e não mais me abandona!
É assim o Amor do nosso Deus por cada um de nós.
Faz Aliança connosco e jamais nos esquece e larga.
Deus promete-se a mim e a cada um de nós, compromete-se
a mim e a cada um de nós, e faz de mim e de cada um de nós seus prometidos.
Num SIM permanente que nos procura e desafia a cada instante da vida a
descobrirmo-nos Únicos, seus Filhos Únicos, porque não há mais ninguém como nós
e é a nós que ele quer amar sem medida. E por isso nos diz com um imenso Amor: “Tu
és o meu Filho, o meu Filho muito amado. Em ti eu ponho todo
o meu encanto”.
Ternura imensa a de Deus para comigo, para com cada um de
nós. "Eis-me aqui", significa o meu SIM ao projecto que
ele quer construir comigo, num diálogo e encontro permanentes, que me desafiam
e procuram a cada instante, nos irmãos que coloca no meu caminho.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Acreditar sempre!
Hoje, mais do que nunca, apetece-me cantar: Vitória!
Foi precisamente neste dia, mas há 5 anos, que fui operada a um cancro da mama. Já aqui partilhei isso convosco.
E, se há motivo para me alegrar, para partilhar convosco, este é um deles. Um enorme motivo.
Passar pela experiência da impotência, da incerteza, da angústia, do medo, dá-nos a capacidade de nos percebermos pequenos e ao mesmo tempo fortes. Pequenos porque percebemos a fragilidade da vida humana e de como tudo pode terminar num instante, quando ainda tantos sonhos e projectos estão na nossa cabeça a burilar. Fortes, porque, como diz S. Paulo: "Quando me sinto fraco é que sou forte" porque, tomando consciência da minha pequenez, sou capaz de entender que a vida não depende de mim, que apenas me foi confiada por um instante, o tempo necessário para fazer aquilo que me é pedido.
Esta experiência da dor, de incerteza, da impotência, não é de modo algum um obstáculo a que sejamos felizes, pelo contrário, é um caminho para a nossa felicidade. Não que seja bom passar por ela, mas pelas ocasiões que nos proporciona de aprendizagem, de amadurecimento, de sabedoria e pela força que uma experiência destas nos dá.
Viver esta experiência permitiu-me também perceber melhor o que é essencial e deixar o que é supérfulo, porque quando não se tem saúde parece que não se tem mais nada, tudo é efémero, mas é quando a vida está, muitas vezes, a nascer, porque é precisamente a partir daquele momento que renascemos, que ganhamos uma vida nova, tudo muda.
Aprendemos a humildade, a paciência, a ternura, o Amor, porque descemos ao mais pequenino que somos e temos, descemos ao nosso nada, e isso faz crescer em nós uma capacidade enorme de luta e de força que não sabemos de onde vem, nem para onde vai. Estamos apenas naquele momento e naquelas circunstâncias.
Passamos também, e muito, pela Esperança. Acreditar que é possível tornar este momento menos doloroso, vencer em vez de ser vencido, tendo a consciência plena de que se está numa luta desigual. Mas é possível, por isso vamos à luta.
E percebemos também que não estamos sós. Para além da nossa família e amigos, apoios fundamentais nesta experiência, há alguém, Jesus, que também passou pela experiência da dor, do sofrimento, do abandono, mas que foi até ao fim e venceu. Foi fiel ao projecto de Deus sobre Ele e não foi derrotado, pelo contrário, venceu. E esta certeza de que não estamos sós, de que "Eu estarei convosco até ao fim dos tempos", que nos dá a força para permanecer diante dos desafios desta experiência com a serenidade necessária para vencer o que for preciso, nem que seja a morte. Porque a força do Amor tudo pode nAquele que pode tudo, mas não pode contudo, porque quer precisar de nós para o seu projecto de salvação da Humanidade.
Foi esta a força que me fez entregar a esta experiência com toda a minha alma, com tudo aquilo que sou e tenho, e colocar-me também nas mãos dos médicos e confiar, nunca deixando de acreditar que estão também do nosso lado e que tudo fazem para que a nossa vida não se perca.
Quando partilho esta experiência lembro sempre aqueles e aquelas que lutaram e acreditaram que era possível vencer, mas para quem a doença foi mais forte do que elas e as fez partir cedo demais. A sua força e a sua coragem ficam na minha memória como testemunho de vida a partilhar. E foram alguns os que vi desaparecer durante este tempo. Para eles a minha profunda homenagem.
Àqueles que vivem esta experiência uma palavra: nunca desistam de viver, nunca desistam de lutar, mesmo que não seja possível vencer. Vale sempre a pena acreditar, vale sempre a pena ter Esperança que, como costumamos dizer: "é sempre a última a morrer".
quinta-feira, 28 de março de 2013
“Fazei ISTO em minha Memória!”
Acredito…
Este ISTO como
a Vida DADA de um Homem - a VIDA do Yeshua/Jesus, o de Nazaré! Uma vida plena
de Filiação e de Graça que aponta para um Mistério de tal modo desmedido que,
mergulhados nele, nenhum de nós viverá em vão os dias da História!
Acredito
que este ISTO reveste de Eternidade a Mesa que nasce das nossas pequenas mesas
à volta das quais os Irmãos se sentam e, comungando afetos e sonhos, gostos e
segredos, se vão fazendo aprendizes de Humanidade, na Fé de um Deus Fiel… até
ao FIM!
À luz…
deste
ISTO contemplo o concreto das vidas de milhões de homens e mulheres que, com
credo ou sem ele, todos os dias, silenciosamente, (se) partilham a Vida na
Alegria e na Dor.
É
à luz deste ISTO que me sinto provocada pelo Amor que, em rede de irmãos,
enfrenta a maldade que gera escravos e continua a escrever “Actos” com sangue
de mártires e gestos de desmedida Humanidade…
ISTO
me
dá a certeza da contemporaneidade desse Jesus Nazareno que continua por aí repartindo
pão e lavando todos os pés cansados de pisar o lodo da desHumanidade que teima
em matar quem a faz e quem a sofre.
ISTO
me aponta um jeito de viver onde apareça e(in)scrito que nem as ervas amargas
do sofrimento, nem o sal das lágrimas do desespero são para sempre… Um jeito de
viver que Salva e que Liberta!
A este ISTO quero entregar-me e, por tudo ISTO Te
BemDigo, Senhor nosso Deus!
De
cálice a transbordar do Vinho da Alegria brindo a esta Trilogia Sagrada:
“À VIDA, À LIBERDADE, À SALVAÇÃO!”
Texto de Glória Marques publicado hoje, dia 28 de Março, Quinta-feira Santa, no blog "Derrotar Montanhas"
Subscrever:
Mensagens (Atom)




