domingo, 30 de novembro de 2014

Denis Mukwege

Denis Mukwege foi o vencedor do Prémio Sakharov 2014. É da República Democrática do Congo e conhece muito bem a realidade que o fez ganhar este prémio: a violação das mulheres e crianças.

É ginecologista, e criou em 1998 o hospital Panzi onde ainda continua a tratar lesões graves de mulheres e crianças  sujeitas a violações por parte de grupos violentos, porque sabe que a violação é uma arma de guerra e as mulheres e crianças são os alvos preferenciais da violência sexual.

Em nome de um deus qualquer, em nome de uma "defesa" do estado que mais não é do que a conquista de um poder que mata e corrói e não se coíbe de matar e/ou violentar populações indefesas, cometem-se a maiores barbáries.

As riquezas que muitos destes países têm são a cobiça de muitos e a corrupção de outros tantos, continuando as populações a viver na miséria. A educação não é primordial, porque assim não se luta pelos direitos. Mantém-se o povo, mas sobretudo mulheres e crianças na ignorância para que seja um alvo fácil a atrair.

Quem olha para esta duríssima realidade? Que andam as "potências", quais "proprietárias" da verdade e da justiça, e que tanto apregoam os "Direitos Humanos" a fazer? Tudo se mete debaixo do tapete para que se consigam mais milhões e milhões para os bolsos de muito poucos, e os verdadeiros donos dessas riquezas, os povos, a passarem fome, sem água potável, sem luz, sem casa, sem totões para nada.

São exemplos como este que nos devem fazer repensar a nossa vida e a nossa comodidade. Que fazemos nós por este nossos irmãos?

Mas, infelizmente, exemplos destes não passam nas televisões, nos jornais ou nas rádios. Ou se passam é ao de leve. Tão ao de leve que quase ninguém se apercebe.

Façamos do grito de Denis Mukwege o nosso grito, e estejamos onde estivermos não calemos a nossa voz, porque há muitas pessoas a sofrerem esta realidade.




Paula


quinta-feira, 31 de julho de 2014

A PAZ É POSSÍVEL

Está a acontecer um conflito entre Israel e o Hamas (grupo armado na Palestina) uma autentica barbárie sem precedentes, sem que qualquer uma das partes respeite minimamente a dignidade de um povo que sofre desde há  anos a invasão permanente do seu território por parte de Israel.

Não posso ficar em silêncio. Não podemos ficar no nosso conforto como se aquela guerra não acontecesse. Ficar calado ou impávido é ser cúmplice de uma guerra que mata homens, mulheres e crianças indefesas, que se refugiam em hospitais, escolas da ONU, igrejas e outros locais que pensam ser seguros, mas onde são mortos como se de animais se tratasse.

Não podemos ficar indiferentes aos gritos de alerta que os que estão no terreno nos fazem chegar daquele campo de horror. Não podemos ficar indideferentes ao choro compulsivo de um porta-voz da ONU que em directo na televisão conta o que se passa no terreno. Homens e mulheres que lutam por um povo sem casa, sem rumo e sem destino, porque os poderosos só olham para os seus interesses.

É preciso vender armas, faz-se mais uma guerra, ganham-se mais um milhões e depois, hipocritamente, vem-se "condenar" os que matam as populações indefesas.

Hipócritas sim, porque quando são os "amigos" a matar vende-se amas às escondidas, mas quando é a Rússia a pactuar com os separatistas na Ucrânia, aqui del rei, há que impôr sansões, exigir respeito pelo direito à independência da Ucrania, etc, etc. Onde está a legitimidade destes senhores para imporem a sua força? Porque não usam o seu poder para construir um mundo onde a coexistência entre todos seja uma realidade?

Sim, uma realidade, porque o é na verdade. Basta que ponhamos os nossos interesses de parte para que o bem comum prevaleça. Basta que tenhamos a coragem de mudar os nossos corações para que o AMOR e a PAZ coexistam e irrompam pelas ruas do nosso planeta como se de uma inundação se tratasse, só que, em vez de trazer a destuição, tornaria a terra um lugar mais feliz.

A PAZ é possível, o AMOR necessário. Deixemo-nos interpelar por este desafio e saibamos construir um planta mais feliz.





Paula

terça-feira, 22 de julho de 2014

AS MÃOS

Foi no passado domingo que em nossa casa nos encontrámos para o "Encontro em Casa do Irmão". Éramos cerca de 20 pessoas de diveros lugares com uma ligação em comum: a Comunidade de Gaia. Pessoas que se reúnem para viverem cada vez mais ao jeito de Jesus, para descobrirem o Amor, o humor, a ternura, a humildade de Deus que, sendo Pai, serve os seus filhos, ensina-os o serviço aos outros, aos marginalizados, àqueles que estão sós, são os últimos, mas que para Deus são os primeiros.

E o tema escolhido para este encontro foi "As Mãos", o que podemos fazer com elas e delas; descobrir as suas capacidades e valorizar aquilo que de bom podemos fazer com elas. Partilho aqui o texto que, sendo um pouco extenso vale a pena ler e meditar.


As Mãos


Há mãos que sustentam e mãos que abalam.
Mãos que limitam e mãos que ampliam.
Mãos que denunciam e mãos que escondem os denunciados.
Mãos que se abrem e mãos que se fecham.

Há mãos que afagam e mãos que agridem.
Mãos que ferem e mãos que cuidam das feridas.
Mãos que destroem e mãos que edificam.
Mãos que batem e mãos que recebem as pancadas por outros.

Há mãos que apontam e guiam e mãos que desviam.
Mãos que são temidas e mãos que são desejadas e queridas.
Mãos que dão com arrogância e mãos que se escondem ao dar.
Mãos que escandalizam e mãos que apagam os escândalos.
Mãos puras e mãos que carregam censuras.

Há mãos que escrevem para promover e mãos que escrevem para ferir.
Mãos que pesam e mãos que aliviam.
Mãos que operam e que curam e mãos que “amarguram”.

Há mãos que se apertam por amizade e mãos que se empurram por ódio.
Mãos furtivas que traficam destruição e mãos amigas que desviam da ruína.
Mãos finas que provocam dor e mãos rudes que espalham amor.

Há mãos que se levantam pela verdade e mãos que encarnam a falsidade.
Mãos que oram e imploram e mãos que “devoram”.
Mãos de Caim, que matam.
Mãos de Jacob, que enganam.
Mãos de Judas, que entregam.
Mas há também as mãos de Simão, que carregam a cruz,
E as mãos de Verónica, que enxugam o rosto de Jesus.

Onde está a diferença?
Não está nas mãos, mas no coração.
É na mente transformada que dirige a mão santificada, delicada.
É a mente agradecida que transforma as mãos em instrumentos de graça.

Mãos que se levantam para abençoar,
Mãos que baixam para levantar o caído,
Mãos que se estendem para amparar o cansado.

São como as mãos de Deus que criam, que guiam,
Que salvam, que nunca faltam.
Existem mãos, e mãos.
As tuas, quais são?

                                                                        de Josefa Prieto Andres


Foi muito bom termos aqui a presença de tantos irmãos. Deixámo-nos “amassar” pelas mãos de Deus, ele que tão ternamente nos molda e não desiste de nós. Faz-nos criar laços cada vez mais profundos e fecundos, plenos de VIDA, porque só quando se caminha em comunhão se é capaz de gerar VIDA. E ontem houve muita VIDA por aqui!



Foi muito bom estar e sentir com estas pessoas com quem vamos construindo comunidade e nos vamos sentindo cada vez mais próximos e irmãos.


Caminhar lado a lado, como nos mostra a imagem, tem um sentido enorme e uma força que nos faz chegar não sabemos onde.


As nossas mãos e o nosso coração surpreendem-nos a cada momento e descobrimos que somos capazes de construir cada dia, em cada momento um pouco de mais céu aqui na terra, na medida em que nos deixamos moldar pelas mãos de Deus.


Estes encontros são bons porque nos fazem criar laços cada vez mais profundos com os outros e isso é muito bom, porque nunca nos sentimos sós, mesmo se vivermos longe uns dos outros.

Foi muito bom. Venham daí mais momentos destes!























Paula





 







quarta-feira, 16 de julho de 2014

Mãe, viva!


“Só o Amor Felicita a Vida.”

No dia em que passam 4 anos em que a minha mãe ressuscitou para a VIDA, quero aqui manifestar-lhe a minha gratidão pelo seu AMOR incondicional ao longo da minha vida, pelas vezes em que juntas pudemos felicitar a Vida quando ela parecia que não queria permanecer por cá, pelas inúmeras vezes que esteve ao meu lado, em silêncio, como que a dizer-me "estou aqui", quer no bom, quer no mau que a vida tem.

Alegra-me muito pensar em ti e vejo tantas vezes pedaços da tua vida aqui por casa que me fazem lembrar de ti e me fazem memória de outras tantas coisas tuas.

Saudades? Muitas. Mas também a certeza de que estás bem e permaneces comigo.

Um beijão grande da tua

Paula

 

 


segunda-feira, 23 de junho de 2014

Parabéns, Pai!

Hoje é dia de aniversário. O meu pai, lá onde está, celebra 87 anos! Foi uma longa vida, cheia de História e de estórias. E, como não podia deixar de ser, deixo-lhe aqui os meus parabéns.

Sim, porque apesar de não estar connosco fisicamente, continua a fazer parte da nossa vida e perpetua-se na nossa memória, por isso, celebramos hoje especialmente a sua vida.

E como hoje é véspera de S. João, festa que ele tanto gostava, aqui lhe deixo, em jeito de homenagem, um pequeno mangerico com votos de um bom S. João, numa foto tirada na varanda da sua casa!

Parabéns, Pai!

Beijo grande e muito saudoso da

Paula


domingo, 4 de maio de 2014

Dia da Mãe



Mãe,


No teu ventre me criaste, no teu colo me acolheste, nos teus braços me ampareste e abraçaste, com o teu silêncio me escutaste, com os teus beijos e o teu Amor me perdoaste e amaste, a tua vida me deste sem limites.
Hoje, quero dizer-te MUITO OBRIGADA por tudo. Não te posso beijar, não te posso abraçar. Mas no meu coração permaneces e aí te abraço com a mesma força e intensidade com se estivesses aqui.
Amo-te muito, mãe, e tenho muitas saudades tuas.
Queria tanto ir novamente para os teus braços!
Beijos com muita ternura

Paula